Associação Beneficente Emaús reforça compromisso na luta contra a violência de gênero em audiência pública em Óbidos.

No último dia 24 de março, o Sindicato dos Trabalhadores Públicos do Município de Óbidos sediou uma importante audiência pública com o tema “Prevenção e atendimento no combate ao feminicídio e violência de gênero: o silêncio pode matar”. O evento reuniu representantes da sociedade civil, autoridades locais e, principalmente, mulheres engajadas na defesa de seus direitos. A realização deste momento ímpar foi da Associação das Organizações das Mulheres Trabalhadoras do Baixo Amazonas – OAMTBAM – com a Associação de Mulheres Trabalhadoras do Município de Óbidos – AMTMO, financiada pela ALCOA FOUNDATION, e a participação ativa da Associação Beneficente Emaús como apoiadora, que reafirmou seu papel fundamental como entidade ativa em iniciativas voltadas à proteção e valorização da mulher. A presença da instituição reforça seu compromisso com a promoção de ações que enfrentem a violência de gênero e fortaleçam redes de apoio na região.

A audiência contou ainda com a presença de mulheres integrantes do projeto Mulheres e Crianças da Amazônia, das cidades de Óbidos e Curuá, o qual tem sido uma importante ferramenta de transformação social, atuando diretamente com mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade, promovendo conscientização, autonomia e acesso a direitos básicos. Durante o encontro, foram debatidas estratégias para prevenção da violência, aprimoramento dos serviços de atendimento às vítimas, esclarecimentos sobre o acolhimento de denúncias e a necessidade de romper o silêncio que ainda cerca muitos casos de agressão. A troca de experiências e relatos fortaleceu o entendimento de que o enfrentamento ao feminicídio exige união entre poder público, instituições privadas e sociedade civil. Outro momento de destaque foi a leitura de uma carta, escrita por mulheres participantes de diversas oficinas realizadas como etapas formativas para a audiência pública, onde os principais anseios e prioridades foram expostos de forma direta, especialmente no que se trata de respeito à vida e garantia de proteção em qualquer situação de violência.

A mobilização promovida pelas entidades em parceria demonstra que iniciativas locais como esta têm potencial de gerar impactos significativos na construção de uma sociedade mais justa e segura para as mulheres, especialmente com trabalhos contínuos nas comunidades amazônicas, onde o acesso a políticas públicas ainda é um desafio. O evento encerrou com um chamado coletivo à ação: denunciar, acolher e prevenir são atitudes urgentes. Como reforçado ao longo da audiência, o silêncio pode, de fato, custar vidas e enfrentá-lo é responsabilidade de todos.